O FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO E A CONDIÇÃO DE VIDA NUA DAS MULHERES NO ABORTO CLANDESTINO

  • Ana Claudia Delajustine UNIJUÍ

Resumo

A pesquisa analisa aspectos referentes à criminalização e ao direito ao aborto, a fim de compreender a influência do fundamentalismo religioso no âmbito parlamentar brasileiro e em que espaço-tempo os corpos femininos que abortam ocupam na democracia brasileira. Parte da hipótese de que a clandestinidade do aborto contribui para a vulnerabilidades mulheres, as quais são submetidas à uma vida nua reprodutiva. Utiliza de referencial teórico de Luis Felipe Miguel e de Flávia Biroli no primeiro momento, e da obra de Giorgio Agamben no segundo momento, para a percepção dos conceitos de vida nua e homo sacer. Ao final considera-se que a mulher que aborta está situada em uma zona de clandestinidade, a qual é suspensa de direitos. O método da pesquisa é fenomenológico, visando uma revisão bibliográfica com interpretação de conceitos pela linguagem.

Palavras chave: Aborto; Clandestinidade; Fundamentalismo religioso; Vida nua.

Publicado
2019-04-12
Edição
Seção
Multiculturalismo, Biopolítica e Gênero