A DOMINAÇÃO MASCULINA SOB UMA ABORDAGEM BOURDIEUSIANA

  • Marcelo Carvalho Antunes Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Alisson Vercelino Beerbaum Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
  • Edi Branco da Silva Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
  • Eva Teresinha de Oliveira Boff Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Abordagem bourdesiana. Condição feminina. Violência simbólica.

Resumo

A disposição das estruturas sociais no mundo ocidental tem fornecido guarida à manutenção de práticas que estabelecem uma relação de dominação do masculino perante o feminino. As instituições, desde sua célula mais fundamental como a família, perpetuam modos de ser e de agir que engendram comportamentos específicos aos indivíduos, a partir de sua biologia.

Partindo desta explanação, este trabalho levanta a seguinte questão: em que medida a condição identitária de homens e mulheres (re)produz uma relação que legitima a dominação masculina nas práticas sociais? Com base neste questionamento, pretende-se buscar subsídios nos contextos sociais como a formação profissional e a atuação de homens e mulheres no mercado de trabalho.

O objetivo do trabalho consiste em destacar o caráter insidioso de uma relação que subjuga a condição feminina através de uma construção histórica, a partir dos apontamentos realizados pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu na obra: “A Dominação Masculina”. Para ele, são os mecanismos de ordem social, construídos e reproduzidos por estruturas objetivas que, com o auxílio de instituições, performatizam os indivíduos. Bourdieu (2019) denuncia os descompassos nas relações entre homens e mulheres, edificadas de maneira completamente arbitrária para responder aos interesses da classe masculina. Bourdieu (2019) também realizou importantes contribuições no campo da sociologia, da educação e da cultura. Segundo este autor, a compreensão do mundo transforma-se em libertação educacional.

Publicado
2020-12-23
Seção
13 - Gênero, sexualidade e educação