BIOPOLÍTICA SOB A PERSPECTIVA DO TRABALHO DE MULHERES CAMPONESAS

  • Neusa Schnorrenberger
  • Rosângela Angelin

Resumo

As relações biopolíticas opressoras patriarcais, transfiguradas em práticas de biopoder têm menosprezado e/ou invisibilizado o trabalho das mulheres, sendo esse processo mais intenso nos espaços rurais. A partir de um estudo teórico e bibliográfico e de uma abordagem dedutiva, o estudo procura localizar aspectos da cultura patriarcal transformados em relações de poder, afim de desnaturalizar estereótipos e visibilizar o trabalho feminino na agricultura. Assim, contatou-se o forte poder da cultura patriarcal na tentativa de fixar identidades femininas e, a partir delas, habitar o zoé feminino, o que ocorre mais intensamente no meio rural. Através de movimentos sociais, as mulheres camponesas conquistaram, juridicamente, o reconhecimento de seu trabalho, ensejando em direitos de cidadania. Porém, a mudança precisa também acontecer no âmbito cultural, deixando para o passado a condição zoé.

Publicado
2018-07-17
Como Citar
SCHNORRENBERGER, Neusa; ANGELIN, Rosângela. BIOPOLÍTICA SOB A PERSPECTIVA DO TRABALHO DE MULHERES CAMPONESAS. I Congresso Nacional de Biopolítica e Direitos Humanos, [S.l.], jul. 2018. Disponível em: <https://publicacoeseventos.unijui.edu.br/index.php/conabipodihu/article/view/9320>. Acesso em: 18 ago. 2019.
Seção
GT III – BIOPOLÍTICA, GÊNERO E IDENTIDADE